quinta-feira

32



Somos uma linda família, que tu juntaste.

quarta-feira

31

...

demorei a engolir, a raciocinar, e a 'aceitar'. mas, como se costuma dizer, a verdade só tem um caminho. e a verdade é que a minha titia adormeceu, e deste sono não vai acordar.

eras a tia viajante e viajada. eras a tia novinha. eras a tia quase hippie. eras a tia desaparecida (ou pouco aparecida). acho que nunca te disse o quanto gosto de ti, o quanto te admiro, e quanta falta me fazias e vais fazer.

conseguiste juntar toda a gente, conseguiste.
Obrigada pelas brincadeiras. Obrigada por estes e pelos outros todos dias em vilar. Obrigada por gostares de nós tanto como nós gostamos de ti. Obrigada pelos novos tios e tias, que sem duvida se tornarão presentes e importantes. Obrigada por te teres repartido e teres ficado em cada um de nós. Obrigada pelos beijinhos e os abraços.

segunda-feira

30

boa noite

estive longe, estive no sul, estive no meio do nada. por isso é que estou atrasada, desculpa.
fui ao festival Superbock Super Rock, lugar onde não me imaginavas ir, provavelmente. acordei bem cedinho e deitei-me sempre (relativamente) tarde. valeu a pena, todos os cêntimos, todas as gotas de suor, todos os segundos. e, quando voltei, só queria correr na tua direcção, abraçar-te, e contar-te tudo! desta vez, doeu chegar a casa. doeu estar longe, sozinha. doeu não ter feito bolo de prata e levar-to à cama.

lembro-me que não eras grande fã dos The Gift, eu também não sou. mas eles tocaram esta música, que quase me fez chorar de tantas saudades, e eu quis mostrar-te.


Parabéns atrasados, Mãe.

sábado

29

piu

'Quem é mais feliz: o que luta por uma vida digna e acaba na forca, ou o que vive em paz com a sua inconsciência e acaba respeitado por todos?' (in 'Felizmente há luar!')

Ora bem, não sei. Penso que a ignorância é uma dádiva tão grande e maravilhosa como o conhecimento, e ambos são, também, igualmente prejudiciais. Em que é que ficamos ? Na mesma, como a lesma.

Hoje, e nos últimos dias, sinto-me redundante. Nada a fugir pelas frinchas, nada a fazer buracos, nada a destruir o círculo. E com isto dito, não tenho mais nada a dizer.

esta música é muito bonita, e é da minha nova banda favorita: Beirut.
enjoy *

quinta-feira

28

Tiro ao lado.
Obrigada a todos, e ao mesmo tempo peço desculpa se isto magoar alguém, mas a verdade é que não gostei do meu aniversário. Se calhar deixei-me levar e fiquei com expectativas muito altas. Se calhar tentei fugir à tristeza e foquei-me na preocupação. Se calhar fui parva. Se calhar eles foram parvos ! Seja como for, não resultou.

eu queria que tivesse sido assim ..

.. como disse, tiro ao lado.



boa noite

27

Boa noite

acabo de regressar da casa do padrinho da Margarida. Fomos lá jantar e ver o futebol, como sempre. No fim do jantar, fomos para o sofá. Ao meu lado estava a Faty. Como já disse há uns textos atrás, a Faty está cada vez mais parecida com a minha mãe (fisicamente). E, mesmo sabendo que não era, no sofá, pela visão periférica, quem estava ao meu lado era a minha mãe. E eu não podia (ou não queria) olhar de frente nem tocar-lhe, porque aí, transformava-se na Faty.
Hoje passei o dia sozinha e triste. E acabei-o sentada ao lado da minha mãe.

Credo, ainda dói tanto .. !

(não estou muito musical hoje)

segunda-feira

26

piu

tenho estado bem. sem grandes dramas, grandes dores de cabeça e de alma, grandes ataques de riso ou de choro. tudo pacato. tirando isto ..



este video sempre me afectou. não pela negativa, mas também não pela positiva. algures no intermédio. a música é como um suspiro (não daqueles comestíveis) : inspiramos ainda a pensar no que há de errado, mas, quando expiramos, parece que algum peso se levantou, que parte da memória se apagou. eu, pelo menos, sinto-me bem.
e, como estava a dizer, esta música sempre me tocou. lembro-me da primeira vez que vi o video, até estremeci. e, houve vezes em que cheguei a chorar ao ouvi-la. umas vezes porque estava demasiado triste para acreditar nas palavras, outras vezes porque me sabia tão bem ouvi-la ... agora, nada. continuo a considerar uma boa música e tudo mais. mas já não há lágrimas no canto do olho, já não sinto as mãos ou as pernas a tremer, já não suspiro.
já devo ter contado isto mas, eu tenho um amigo que diz que eu sou feita de pedra porque (pelos vistos) não mostro bem as minhas emoções. há uns dias atrás disseram-me que eu era a pessoa mais apática (da turma). caramba, eu não me vejo assim! mas também eu vivo dentro de mim, dentro de um mundo um bocado fora do real, por isso, a minha opinião é suspeita. é possível que me esteja a tornar numa pedra ?