quarta-feira

56

When people stop writing, it’s one of two things - they are either really fucking happy or broken beyond repair.” Ming D. Liu

Há uns dias deparei-me com esta citação e, depois de muito tempo sem cá vir, achei que já estava na altura de regressar.

A verdade é que nenhumas das hipóteses acima corresponde ao meu caso. Sim, já tive momentos em que me senti nas nuvens, e outros na sarjeta. Dias em que o Sol me aquecia a pele e a alma, e outros em que tudo era cinzento. Momentos bons, e momentos maus. Como tudo na vida, é necessário equilíbrio. E é com essa ideia em mente que acordo todos os dias, e consigo passar o dia em paz. Ou pelo menos tento.
Outras vezes, não escrevo porque, com tanta coisa na cabeça, é-me difícil manter um pensamento racional e coerente, quanto mais transformá-lo numa frase. Ou então, é pura preguiça.
Seja como for, não é nada alarmante, é só preguicite com uma pitada de distracção.

segunda-feira

55

Há quem diga que só ouvimos e entendemos verdadeiramente as músicas quando estamos felizes e em paz. Eu acho que é exactamente o contrário. Qualquer música tem uma memória a ela agarrada. Qualquer memória tem uma música que a explica. E assim sucessivamente.
Mesmo as músicas alegres e esperançosas, como "We can work it out" (http://www.youtube.com/watch?v=ZNfuTDbdKoY), ou clássicas e melancólicas como tantas do Caeteno Veloso (http://www.youtube.com/watch?v=fwdGWiONMBw). Algumas mais modernas e directas, como "Heartbreaker" (http://www.youtube.com/watch?v=lpxvaFXUzZ8), ou algumas homónimas, tristes, mas ainda assim diferentes, como as "This Time" (http://www.youtube.com/watch?v=iWsVg-zvsoU&http://www.youtube.com/watch?v=44r-jLqCGwg ).
Por fim, a que mais me assegura da verdade dos acontecimentos é a "Weights & Measures" dos Dry the River, também repleta de histórias e memórias.


Já não consigo ter um momento de paz em que não penso em mais nada, em que olho pela 
janela e só ver o mundo a passar, sem me focar em nada em concreto. A música deixou de ser 
o meu porto seguro.

terça-feira

54

http://www.youtube.com/watch?v=8FJUD0rEPWM

Esta música é sobre as partidas que a vida e os olhos nos fazem. Quantas vezes vimos alguém e quase a chamamos, e depois apercebemo-nos que não era? Ou entramos numa sala e reconhecemos um cheiro, e por um segundo sabemos quem vamos encontrar, e a sala está vazia..

Mostrei esta música ao meu pai e ele gostou. Sei que nao foi pela música em si, mas pela mensagem, ou pelo efeito que teve em mim. Apesar de ser um cegueta, consegue ver bem o que se passa à sua volta. Quando quer ver.

quinta-feira

53

http://www.youtube.com/watch?v=Hfo6glc7o5c
(não consigo incorporar aqui o video)

Novo lema! Deve tornar tudo tão mais fácil ... Não ter de duvidar de tudo, não ter de procurar dois significados para cada conversa, não ter de arranjar desculpas para haver encontros. Mas, também, não pode ser muito fácil, senão não tem piada!
De preferência, alguém em Lisboa (não obrigatoriamente alfacinha), que o Porto tem de deixar de estar tão perto ...

segunda-feira

52

"Ó minha mae, minha mae
Ó minha mae minha amada
Quem tem uma mae tem tudo
Quem nao tem mae nao tem nada 
Quem nao tem mae nao tem nada
Quem a perde é pobrezinho
Ó minha mae, minha mae
Onde estás que estou sózinho
Estou sózinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
Ó minha mae, minha mae
Ó minha mae minha amada"

Ouvi cantado pelo José Afonso, a caminho de Moledo, num domingo de sol. Combinação perfeita para uma crise nostálgica!

sexta-feira

51

O RELVAS DESPEDIU-SE!
Da ultima vez que cá estive, há quase um ano, disse que quando voltasse a escrever iria ser sobre algo interessante. Ora esta é a última bomba, e que bomba! Estou radiante! Agora, os amiguinhos que lhe sigam o exemplo ...

domingo

50

Boa noite

49 post. 49 desabafos para o vazio. 49 choramingos. Vamos lá ver se, a partir de agora, escrevo coisas mais interessantes, como o facto de um bilhete de cinema, actualmente, custa 1 conto de reis, ou o raio do Relvas que não se despede ... Idiotices. Mas, pelo menos, mais "importantes" para a sociedade do que os meus ataques depressivos.

Amanhã, ou no próximo post, começamos por 'Viagens nos autocarros - o que se ouve quando se esquece do mp3 em casa'